No fim, tudo corre bem...
Acabei de ver um episódio da série "House". É de facto uma das melhores séries de sempre. Mas hoje, foi especial. Não foi sobre o House, as usual. Foi sobre a Cuddy. Uma das mulheres mais sexy da televisão, apesar, ou mesmo por causa disso, dos seus 44 anos. Mas o episódio não foi especial, apenas por causa disso; foi uma lição com happy ending. Porque os happy ending, ao contrário do que muitas vezes pensamos, existem. Começa como um dia normal: exercício, festinhas no bebé, banho, pequeno almoço à pressa e sexo com o namorado ( sim, por esta ordem!). No entanto, tudo começa a correr mal: a filha tem febre, despede uma funcionária, o namorado faz apostas sobre a vida sexual de ambos, há uma disputa entre médicos e tem um contrato para fechar, impossível de ser feito como ela acha que merece. Com o passar do tempo tudo piora: a ama não atende o telefone, a funcionária despedida faz chantagem, o namorado continua a fazer apostas, os médicos em disputa envolvem-se fisicamente numa luta e o contrato fica irremediavelmente cancelado e confirmado por uma conferência de imprensa. Como boa ficção que é, no fim, tudo corre bem... Mas qual a diferença desta história com tantas outras que já vimos na televisão? A diferença é que "House" faz-nos crer que aquilo vai mesmo correr mal. No fim, em vez de tudo correr bem, vai piorar. Tal como a nossa vida, em muitos momentos achamos que as coisas em vez de melhorar, vão piorar. E a verdade é que pioram mesmo. Quando isso acontecer vou lembrar-me deste episódio. Vou pensar que durante este episódio as coisas iam piorar. E pioraram. E que tinha a certeza absoluta que não iam melhorar. Tal como esses momentos da nossa vida. Mas melhoraram... Porque no fim, tudo corre bem... Assim o queiramos!!

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