Saturday, April 17, 2010
Salto com Vara
O salto com vara é uma modalidade olímpica com grande tradição e praticada já no tempo da Grécia antiga (de Platão e Sócrates). O salto com Vara é uma modalidade não olímpica, relativamente recente (terá uma, duas décadas no máximo) e pratica-se em Portugal (de Patinha Antão e Sócrates). Há indícios claros que a segunda é um plágio da primeira, desde logo o nome da modalidade que, nem a troca do v minúsculo por um V maiúsculo disfarça; a segunda evidência surge com as grandes figuras dos Países em questão: de um lado a filosofia de Sócrates, do outro as fábulas filosóficas de Sócrates; a terceira semelhança torna-se evidente comparando as modalidades em si: na primeira tenta-se atingir um objectivo utilizando uma vara, enquanto na segunda tenta-se atingir um objectivo utilizando o Vara, tendo em conta que em ambos os casos, quanto mais flexível estes forem mais facilmente se atinge o objectivo. Desde que não quebre, naturalmente.
Mas nem tudo são semelhanças. A grande figura da primeira modalidade é o ucraniano Sergey Bubka detentor do recorde mundial desde 1994. Na segunda competição ainda está tudo muito renhido mas pelo que se pode aferir é Manuel Godinho que esta na dianteira. Também para o recorde mundial, certamente. A grande vantagem da segunda em relação à primeira, é a longevidade da carreira já que nesta, pode ir muito além dos 70 anos e não exige grande esforço físico. Desde que os resultados não sejam homologados e os treinos sejam discretos.
Em forma de resumo, quem se sentir feliz em atirar-se de 6 metros para um colchão, em calções apertadinhos (em princípio de Licra) e pense em retirar-se aos 30 e poucos anos deve optar pelo salto com vara. Se gosta de viver num mundo competitivo, frio, insensível, onde se come Robalos em festas de fumeiros, onde as pessoas usam bigode em forma de duas cornijas opostas, opte pela segunda. Garantida em ambas é a Glória: na primeira, a do público, na segunda, a D. Glória, cozinheira em Custóias…
Thursday, April 15, 2010
Depois vê-se
Monday, April 12, 2010
She´s just not that into you
http://www.youtube.com/watch?v=CwEeGeLn1E4&feature=fvst (é para ouvir enquanto se lê)
Era uma manhã chuvosa, escura, triste… E ela apareceu! Estava acompanhada, mas nem vi com quem. Disse: Bom dia! Chamo-me…… Acho que não ouvi o nome. Estava a ouvi-la de uma outra forma. A face dela era esmagadoramente apaixonável. Tinha uma candura desarmante, a beleza de uma diva, uma expressão facial incrível. Fiquei um pouco inquietado, confesso. O sorriso tímido e desafiante iludiu-me. Por vezes torna-se difícil acreditar que ainda existam pessoas capazes de tal. Mas ali estava ela… Simples e assustadoramente atraente. O dia não mais foi o mesmo. Os dias! Viria eu a saber mais tarde.
Durante uns dias pensei nesse momento. Teria oportunidade de conviver com ela? Certamente que sim. Mas como eu queria? De uma forma pessoal? Privarmos? Conhecermo-nos? Talvez não… Muito provavelmente não. As leis de Murphy provam inequivocamente esta afirmação. Existem excepções? Sim. Mas não na minha vida. Pode ser que haja na dela… Depois… as dúvidas. Ela está numa relação? Reparou em mim? Pensa, nem que esporadicamente, em mim? Não dessa forma… Da outra. Da que eu quero. As respostas eram claras: Está numa relação. Não reparou em mim. Não pensa em mim, nem que esporadicamente. E nem sequer dessa forma pensa em mim.
Os dias foram passando. As recordações tornaram-se menos claras. Os sentimentos adormecidos. As ideias confusas. Subitamente, vemo-nos . Uma e outra vez. E confirmou-se o veredicto. Aquele sorriso desarma-me completamente. Tem o olhar de um felino determinado. O olhar de quem sabe o que quer e quer mostrá-lo apenas com o olhar. É-lhe suficiente. É demasiado forte. Demasiado penetrante. Demasiado…belo!
A personalidade, apresenta-a de uma forma reservada. Mais uma vez, a falsa timidez. A mesma do primeiro sorriso. Há qualquer coisa de desafiante nas acções. Vejo-o claramente. Interpreto-o, abusadoramente, como uma possível reciprocidade. A confiança cresce por cada comentário irónico/sarcástico que me dirige. Falamos a mesma lígua, penso. A vontade de convidá-la é enorme. No limite, chega a ser um peso que não consigo libertar. São muitas questões, muitos receios. Será cedo de mais? Que vai pensar do meu convite dadas as circunstâncias? Como vou saber se está numa relação? Dei por mim a imaginar o encontro. Levá-la-ia a um restaurante, talvez com música ao vivo, teríamos uma longa conversa ao ponto de sermos convidados a sair no fim da noite. Iamos saindo, rindo da situação. Os funcionários facilmente percebem a nossa alegria. A alegria de quem está a conhecer alguém e está feliz com o que conhece. Sorriem cumplicemente. Eu reparo… Ela não. Cá fora tropeçamos nas horas. É muito tarde, apesar de amanhã ser Domingo e podermos descansar. Olho para a expressão dela. É clara como o céu sobre nós. Quer continuar este encontro. Sente-se agradada com a noite e as desconfiaças iniciais desapareceram. Não interessa para onde vamos. Apenas quer continuar a conhecer-me. Convido-a para passearmos na praia, apesar do frio que se sente. Em último caso, cedo-lhe o meu blusão. Ela merece. A noite acaba com dois beijos. Um em cada face. Os primeiros. A face dela é tão macia quanto bela, pensei.
Inesperadamente, uma oportunidade surge. Uma viagem, significativamente distante, para a conhecer melhor. Será que vamos apenas os dois? Como vou mostrar que quero jantar com ela? Convido-a? Assim, sem mais nem menos? Pois. Recebo o e-mail. “Daqui vamos três ,em princípio”… Comigo seriamos quatro. Uma multidão, lembro-me de pensar.
A viagem apenas confirmou o que já suspeitava: Tenho um fraquinho pela…….. Se não tiver cuidado torna-se, facilmente, um fortezinho…É, neste momento, demasiado claro para mim. Ela é linda, interessante, inteligente, tem sentido de humor, extremamente bem formada, irónica, decidida, determinada, emana personalidade, bom gosto… e dezenas de outras coisas que poderia indicar. O facto de perceber nesse dia, a pessoa fantástica que é, paralelamente, fez-me perceber que ela não é da minha liga. Eu estou a meio da tabela. Por vezes tenho que lutar para não descer. Ela, sem se esforçar muito, joga para a Europa. Nem quero imaginar quando se esforça. Depois de semanas a ouvir The Police com “ Every litle thing she does is magic”, está na hora de começar a ouvir uma banda sonora mais realista: The Rolling Stones “ You can’t always get what you want”.
Nuno Sousa 12/03/2010
03:57 a.m.
